quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Não somos loucas, somos cíclicas e isso é uma benção

 Um dos três pilares basilares do meu trabalho enquanto educadora parental é o autoconhecimento. Acredito que quando reconhecemos o nosso valor conseguimos encontrar a nossa voz. Quando nos conectamos conosco próprias, com a nossa história, ficamos livres para viver a nossa vida de acordo com as nossas escolhas, as que fazem sentido para nós.

Como mulher, conectar-me com o meu femenino é algo essencial para poder viver a minha vida amorosa e familiar garantindo sempre o autocuidado.


Como mãe entendo que tenho uma responsabilidade acrescida: quero que a minha filha entenda que ser mulher é uma benção. Quero que saiba que não somos loucas, somos cíclicas, que temos o dom de criar, de acolher e de cuidar. Quero que saiba que pode ser uma mulher próspera, abundante e, ao mesmo tempo, pode ser mãe e pode cuidar da sua família: quero que saiba que não tem de escolher uma coisa ou outra. Quero que saiba que a maternidade pode ser leve, feliz e que não tem de abdicar dela própria enquanto mulher.


Por isso hoje a partilha é sobre a importância de aprender e ensinar sobre essa ciclicidade.

Como mães podemos fazer toda a diferença na forma como as nossas meninas se relacionam com elas próprias e na forma como os nossos filhos (meninos) compreendem e respeitam esse sagrado femenino.




terça-feira, 9 de agosto de 2022

Autocuidado é Autoconhecimento

 A sua felicidade e o seu bem estar dependem muito de si! O dos seus filhos também.

 

Uma mãe nunca desiste de um filho, mas não são raras as vezes que desiste de si própria.

 

Para alcançar os nossos sonhos, é preciso primeiro sonharmos.

Não é invulgar encontrar pessoas que não conseguem dizer qual é o seu grande sonho.

Estamos a perder a capacidade de sonhar. Somos os nossos maiores críticos. Censuramos os nossos próprios sonhos.

 

Quando deixamos de sonhar, deixamos de ter "combustível" para ir para a ação, para sair de situações que nos fazem mal. Vamos perdendo a esperança e a fé em nós próprios e no futuro. E isso encolhe-nos, enche os nossos corações de uma tristeza profunda e de uma sensação de falta… um vazio que vai crescendo bem devagar sem sequer termos consciência disso.

 

Por vezes, encontro esses vazios nas mães, mulheres que se vão esquecendo de si próprias. Que deixam de olhar para as suas necessidades, que se “matam” a trabalhar, que dão tudo de si aos outros e deixam de cuidar delas próprias.

Se é uma dessas mulheres, sinta-se abraçada. Não é minha intenção criticar ou apontar dedos. Quero apenas dizer-lhe que tenha cuidado. Os seus filhos serão mais felizes se a mãe estiver bem, feliz e saudável emocionalmente.

 

Aprender sobre si, investir em autoconhecimento e em desenvolvimento pessoal irá libertá-la de amarras e crenças que a paralisam e só diminuem.




segunda-feira, 8 de agosto de 2022

a minha verdade, a tua verdade e a verdade verdadeira

 “Existe a minha verdade, a tua verdade e a verdade verdadeira”

Gosto muito deste texto de Pessoa. Parece confuso mas reflete a mais pura verdade!

 

Quando estamos perante um conflito, uma discussão ou quando estamos numa mera partilha de opiniões, é sempre bom ter a capacidade de entendermos que não somos donos da verdade, que existem perspectivas e “visões” diferentes da nossa, o que não invalida em nada a nossa própria verdade (nem a dos outros).

 

É assim que conseguimos lidar com os conflitos e divergências de forma construtiva.É assim que se acrescenta e chegamos a entendimentos e compromissos. É assim que usamos a comunicação a nosso favor e construímos pontes.

 

Parece fácil, mas nem sempre o é. As nossas ações e reações são influenciadas pelas emoções. Precisamos de saber regular as nossas emoções para conseguirmos usar uma comunicação efetiva e positiva que promova relacionamentos saudáveis e respeitosos.




sábado, 6 de agosto de 2022

Os adolescentes são todos iguais!


A adolescência é uma fase do desenvolvimento do ser humano. Como em relação a qualquer outra fase, a ciência identifica uma série de características e comportamentos “padrão” esperados. Comportamentos necessariamente diferentes dos do adulto, uma vez que as emoções e necessidades dos jovens são também diferentes das dos adultos.


Cada adolescente faz o melhor que pode com os recursos que tem disponíveis, sendo que ainda não tem a capacidade de um adulto.


Gosto de olhar para qualquer fase de mudança como momentos repletos de oportunidades. Oportunidades de crescimento emocional e para fortalecer vínculos e relacionamentos.

Mas, para isso, precisamos ver para além do óbvio: precisamos conhecer e compreender o ser humano por trás do comportamento.

 



quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Os grandes Medos de Mães e Pais de Adolescentes

 Aceita o convite para uma reflexão?

Como acha que cada uma destas “coisas más” acontecem (regra geral, existem sempre as exceções)? Como entram nas nossas casas?

Durante a infância uma criança precisa desenvolver 3 crenças essências e fundamentais: ser amada, ser aceite e ser vista como competente pelos pais. É uma necessidade básica, tal como comer, beber ou dormir. Caso não as desenvolva, irá desenvolver as crenças contrárias: não sou amada, não sou especial, não sou capaz.

Numa família onde haja diálogo, confiança, respeito pelas fases de desenvolvimento, onde haja uma relação parental baseada no amor e no apego seguro, no respeito pela integridade (física, mental e emocional) e pela natureza da criança, em que os pais estão conscientemente presentes, atentos e assumem o seu papel de responsáveis pela segurança e desenvolvimento dos seus filhos, proporcionando-lhes experiências adequadas que lhes permitam desenvolver uma autoestima saudável e atender as necessidades (diferente de desejos), é menos provável que essas “coisas más” entrem.

Quando uma criança sabe e vive um amor saudável na família, mesmo que na fase adulta entre num relacionamento abusivo, ela saberá identificar que não é uma forma de amor benigna. Entende?

Não quer dizer que coisas más não vão acontecer. Significa que, se acontecerem, essa criança/adolescente sabe que tem o apoio dos pais. Ela não estará sozinha para lidar com o sofrimento, com a dor. O verdadeiro trauma não está no acontecimento em si, mas no que acontece depois: quando se fica isolado emocionalmente, ao abandono.

Os vícios, a violência, os abusos, os distúrbios alimentares, os comportamentos autolesivos e o suicídio são formas de preencher buracos emocionais gigantescos, São forma de atenuar dores insuportaveis que resultam do desamor, do desamparo e abandono, da solidão, de desadequação, do não pertencimento ou de uma autoestima adoecida.




quarta-feira, 3 de agosto de 2022

“Segurar um adolescente é querer segurar uma barragem com as mãos”

Já alguma vez se sentiu assim?

Ouvimos muitas vezes que temos de ser firmes com os adolescentes, mas afinal o que é essa firmeza? Até que ponto devemos ir?

Acima de tudo penso que temos de ser responsáveis e preservar a integridade física, mental e emocional do adolescente. Mas como é que fazemos isso?

Informando. Dando-lhes conhecimento do que se passa com eles.

Parece óbvio, não é? Mas não. A maioria dos jovens e, até a maioria dos pais, não faz ideia do que se passa durante esta fase!

Uma coisa é certa, vai chegar a altura de eles baterem as asas, de eles querem voar! É a lei da vida. É a vida a acontecer e não adianta querer segurá-los ou aprendê-los em casa, não tem como.

Quando o adolescente compreende que é uma fase, quando ele aprende sobre as particularidades dessa fase e desenvolve a capacidade de as reconhecer em si, ele naturalmente vai encontrando o seu equilíbrio interior.

E um verdadeiro processo de autoconhecimento para o adolescente que transforma toda a dinâmica familiar

O mesmo acontece com os pais. Quando entendem, ficam aptos a construir pontes e a derrubar muros.

Não significa que os problemas, os desafios e os conflitos vão deixar de existir. Significa que eles vão estar preparados para lidar com o que vier.

Um educador parental pode levar esse conhecimento para as famílias, pode ajudar os adolescentes e os pais a entenderem e a viverem esta etapa de uma forma mais leve, amorosa, integra e de forma mais respeitosa para todos.




terça-feira, 2 de agosto de 2022

Quando cuidamos dos pais, cuidamos duplamente da criança

 

Gosto muito de trabalhar com os pais. Gosto de os ajudar a ter um olhar amoroso para sua própria história.

Muitos adultos que são hoje pais não foram ensinados a sentir. Não foram incentivados e/ou autorizados a expressar as suas emoções.

São adultos que não puderam viver muitas das suas dores, angústias e medos: foram silenciados na sua infância e adolescência. Por isso, hoje, carregam grandes vazios emocionais.

Mais tarde ou mais cedo isso acaba por aparecer e impactar na relação com os seus filhos, afinal o que acontece na infância e na adolescência não fica por lá….. É nesta fase que pedem ajuda. Ajuda para melhorar os comportamentos dos filhos.

Raramente estes adultos têm consciência que trabalhar e integrar a sua história é o que vai fazer a diferença. Por isso, é tão incrível quando chegamos àquele ponto em que a pessoa se torna consciente da sua história, dos seus padrões, dos porquês.

E é incrível ver como isso faz toda a diferença para que a transformação de facto ocorra na família.



Resoluções de Ano Novo

 Geralmente, em dezembro, fazemos o balanço do ano. Refletimos sobre o que correu bem, o que poderia ter sido melhor, o que ficou por fazer,...