quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Distúrbios Alimentares

 Os distúrbios alimentares na adolescência são problemas do foro psicológico que se caracterizam pela obsessão por um autocontrolo na ingestão de alimentos e peso corporal, tendo como principais subtipos a anorexia, bulimia e compulsão alimentar. 

Estudos comprovam que os distúrbios alimentares na adolescência não estão apenas relacionados com a alimentação, eles coexistem geralmente com outras doenças como a depressão ou a ansiedade.


Hoje sabe-se que a genética cria uma certa propensão para estes distúrbios, mas também se sabe que são os fatores ambientais que tem aqui o papel principal, podendo contribuir positiva ou negativamente para a doença. 


Os distúrbios alimentares na adolescência são tratáveis, sendo que cada subtipo requer um tratamento diferenciado.

Se está a viver este problema com o seu filho deverá procurar a ajuda conjunta de profissionais na área da psiquiatria e psicologia, os quais vão aconselhar sobre a melhor abordagem terapêutica para o subtipo de distúrbio alimentar em causa.


Saiba que, a primeira fase de qualquer processo de tratamento é o reconhecimento do problema, por mais doloroso que seja admiti-lo. Assim, mais uma vez, a família é um pilar essencial sem o qual o tratamento dos distúrbios alimentares na adolescência é (quase) impossível. 


Termino com uma fala para todas as mães que estão a viver esta realidade: não alimentem a culpa que sei que sentem, porque vocês serão as melhores aliadas dos vossos filhos na recuperação!





terça-feira, 30 de agosto de 2022

Mudanças nos hábitos alimentares

 Não é estranho que durante a adolescência o estilo de vida dos jovens sofra alterações, afinal é uma fase de profundas mudanças físicas e sociais que implicam novas emoções e  descobertas de novos interesses. 

Verificamos frequentemente uma diminuição das horas de sono, uma diminuição da prática desportiva e as próprias refeições ficam em segundo plano. Muitos jovens optam por fast food, saltam algumas refeições e preferem alimentos de elevada densidade energética em detrimento de alimentos mais nutritivos. Também é nesta fase que geralmente experimentam bebidas energéticas ricas em cafeína e descobrem as bebidas alcoólicas.

As alterações dos hábitos alimentares e de comportamentos poderão levar a deficiências nutricionais e excesso de peso que terão impactos na autoperceção do adolescente e na consequente satisfação ou insatisfação em relação ao que vê e perceciona de si próprio.

Este é o cenário típico que leva um jovem a iniciar a primeira dieta. O problema está no facto de muitas vezes essas dietas não serem devidamente vigiadas, sendo que por vezes, ocultam situações de restrição alimentar e até distúrbios alimentares. 

Também é usual que, nesta fase, surjam os regimes de alimentação vegetariana e vegan que, se não forem devidamente acompanhados poderão comprometer a saúde física e mental dos adolescentes.

Distúrbios alimentares são problemas bastante sérios que, enquanto pais, devemos estar atentos.  Vários estudos mostram que muitas tentativas de suicídio estão frequentemente associadas com vários subtipos de distúrbios alimentares. 

Por isso, é fundamental estarmos conscientes e atentos às mudanças que vamos vendo nos nossos filhos. Da mesma forma, é essencial buscar informação sobre o tema para podermos informar e alertar para os perigos das más escolhas alimentares nesta fase crítica do desenvolvimento dos jovens.

 

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segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Nutrição na Adolescência

 É na adolescência que se inicia o processo de criação daquela que virá a ser a identidade do jovem. Por isso, é natural que aconteça um afastamento emocional dos pais e que as relações com os pares assumam uma importância essencial na vida dos adolescentes. Assim existe uma necessidade real e absoluta de serem aceites e de se sentirem pertencentes dentro do grupo em que estão.


Nesta fase, não querem ser diferentes, querem pertencer, fazer parte da “tribo” e ser reconhecidos. Querem afirmar-se e conquistar um lugar perante os pares. É assim que, naturalmente, surge a preocupação com o corpo e a imagem corporal. 


E é exatamente durante a adolescência que acontecem grandes mudanças ao nível do peso: nas meninas ocorre um ganho acentuado de peso (aumento da massa gorda) enquanto que nos meninos se verifica uma diminuição da massa gorda e um aumento da massa magra.


Todas essas alterações na composição corporal, associadas à aceleração da velocidade de crescimento e desenvolvimento físico dos adolescentes têm impacto nas necessidades energéticas diárias. E, muitas vezes, devido aos ideais de perfeição que a sociedade “vende” e também devido à pressão provocada pelos pares, alguns jovens (por baixa autoestima e insatisfação com a sua imagem) podem desenvolver distúrbios alimentares.


Mais uma vez, os pais são essenciais para alertar e explicar os riscos para a saúde de determinados regimes alimentares e influenciar os miúdos a terem hábitos alimentares saudáveis e adequados. 




sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Mito ou Facto? Adolescentes são viciados em Tecnologia.

  O tédio é um dos sinais mais confiáveis de que o sistema de recompensa da criança entrou na adolescência. Por definição, tédio é aquele estado indesejável em que nada parece atraente o suficiente: nenhuma das opções habituais de entretenimento parecem valer o esforço. E, também quase que por definição, o melhor remédio para o tédio é... arranjar algo novo e excitante para fazer.

Na adolescência, o jovem precisa se ajustar a uma perda crescente da capacidade de ativação do sistema de recompensa, à medida que o número de recetores para dopamina progressivamente diminui. As implicações são visíveis no comportamento. Com menos recetores, é preciso buscar estímulos mais fortes.

 Devido a todas as alterações que estão a acontecer no cérebro em desenvolvimento, os jovens têm muita dificuldade em dizer não aos estímulos sem fim que vêm da internet. Por isso sim, existe a tendência a abusar da tecnologia.

O uso excessivo de tecnologia tem causado nos adolescentes a síndrome do pensamento acelerado. Muitos estímulos prejudicam a concentração e causa uma irritabilidade fora do normal.




quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Limites e Telas

 A Cultura digital é uma das várias competências sócio emocionais (a par do Pensamento científico, crítico e criativo; Repertório Cultural, Comunicação, Trabalho e Projeto de Vida; Argumentação; Autoconhecimento e Autocuidado; Empatia e Cooperação; Responsabilidade e Cidadania) que fazem parte da formação e do desenvolvimento do ser humano. São habilidades que se podem aprender, praticar e ensinar.

Estas competências integram o processo de cada um para aprender a conhecer, a conviver, a trabalhar e a ser.

Portanto, entendemos claramente que o acesso ao digital é importante. Da mesma forma, percebemos a importância do nosso papel enquanto orientadores e responsáveis pela segurança e saúde dos nossos miúdos: avisá-los sobre os perigos que podem estar escondidos na Internet, além de ajudá-los a se desconectarem.


Assim, é inevitável conversar sobre limites.

Os filhos precisam de limites. O limite protege e norteia.  Os pais estabelecem limites.Os seus limites são pautados pelos seus valores, pelas suas crenças e pela sua forma de educar, pelo que não se compare.

E lembre-se: 

● O poder de dar, trocar ou não o telemóvel dos filhos, controlar os planos oferecidos, a senha do wifi e TV a cabo é dos pais.

● Ofereça escolhas limitadas sobre o tempo de exposição às telas.

● Ensine como agir diante de intimidações nas redes.

● Ajude a instalar configurações de privacidade.

● Deixe claro que, caso algo não esteja conforme o esperado nas redes sociais, eles podem contar sempre consigo. Conversem sobre o Cyberbullying, exposição e pornografia.

● Criem combinados juntos e sempre que necessário revejam e busquem novas soluções para comportamentos indesejados.

● Crie programas e opções fora de casa e do âmbito digital para os ajudar a desconectar e a descobrir novos interesses.

● Seja o exemplo e conversem muito!




quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Os adolescentes da Era Digital

 Hoje quero relembrar que a forma como se vive e encara adolescência está diretamente ligada à sociedade e ao momento histórico que se vive.

Ainda que entre grandes desigualdades e diferenças uma coisa é certa, os nossos adolescentes vivem numa era de informação e de grande evolução tecnológica – “ver adolescentes é ver ecrãs”, eles não se limitam a utilizar eles estão dentro dela.

Não podemos ficar à margem e deixar de considerar este novo paradigma.  Para podermos garantir que as vidas dos nossos jovens sejam muito mais do que ecrãs, é preciso saber educar para os perigos da Internet para que saibam navegar em segurança pela rede. É tempo de também nós aprendermos e entendermos o digital. Somos nós que temos de apanhar o comboio, se queremos continuar a viajar com eles.

Os nossos miúdos precisam de nós para aprenderem a serem pessoas na companhia de outras pessoas numa sociedade global de informação, sem que isso signifique exclusão virtual.  Assim é fundamental regularmos os tempos e os sítios onde colocam a sua atenção.

É essencial termos consciência que nós somos o exemplo por isso cuidado, até que ponto está a ser um bom exemplo? Lembre-se que a responsabilidade de estabelecer limites e regras é inteiramente nossa. Assim como também é nossa a responsabilidade de pedir ajuda especializada se percebermos que existe já uma adição.



terça-feira, 23 de agosto de 2022

Telas, uma droga perigosa

 No post anterior expliquei que o sistema de recompensa é responsável pela busca de estímulos causadores de prazer. Através do reforço positivo da recompensa, obtido em experiências prazerosas, o organismo é impelido a buscá-las repetidas vezes.

O problema é que nem todos os prazeres da nossa vida são essenciais para a sobrevivência – alguns, inclusive, podem fazer mal. Por isso, temos o córtex pré-frontal, que também faz parte do sistema de recompensa que nos dá a capacidade para ponderar, pensar, avaliar e fazer escolhas – pensar a nosso favor.

Mas, como já sabemos, na adolescência essa parte mais racional está como que em “segundo plano” (estão a acontecer mudanças profundas e intensas) sendo o cérebro emocional que assume o comando na maior parte do tempo. Portanto, a capacidade para fazer boas escolhas, controlar emoções e comportamentos é limitada….

Como diz Jaume Funes “a identidade é, em parte e inevitavelmente, digital” – nos dias de hoje parece não haver identidade sem perfil de rede social, da mesma forma que parece não haver socialização sem interação digital. 

Estamos na era digital e, a internet é uma porta mágica, uma janela para um mundo de possibilidades. Um mundo virtual, onde não existem horas, nem noite e dia. Uma realidade virtual que é bastante real. 

Mas esse é um mundo perigoso, repleto de estímulos feitos para viciar pessoas de todas as idades. Por isso, atualmente muitos consideram as telas uma das drogas mais perigosas do mundo. Uma droga que está a ser consumida livremente por muitos adolescentes.

E sim, pode tornar-se uma grande vilã na mente dos nossos jovens, quando o seu uso é feito de forma exagerada, sem controle, acompanhamento e sem responsabilidade.




Resoluções de Ano Novo

 Geralmente, em dezembro, fazemos o balanço do ano. Refletimos sobre o que correu bem, o que poderia ter sido melhor, o que ficou por fazer,...